O Homem que Sabia Javanês é um conto do escritor brasileiro Lima Barreto. Foi publicado pela primeira vez no jornal Gazeta da Tarde do Rio de Janeiro, em 20 de abril de 1911, em formato de folhetim. Posteriormente, foi incluído na primeira edição do livro O Triste Fim de Policarpo Quaresma.
O conto narra a história de Castelo, um homem que ao se ver enfrentando necessidades financeiras, finge saber o idioma javanês para conseguir um emprego. Ele vê um anúncio no jornal que busca um professor de javanês. Mesmo sem saber nada do idioma, se candidata à vaga, imaginando que ninguém vai perceber, já que poucos conhecem essa língua. Porém, antes da entrevista aprende o alfabeto e algumas palavras, o que se mostra suficiente para conseguir a vaga.
Seu aluno é um senhor que deseja ler um livro nesse idioma. No entanto, sem querer, Castelo acaba ganhando uma grande fama e reconhecimento, sendo admirado por muitos, porque quase ninguém conhece esse idioma. O javanês é uma língua malaio-polinésia falada na Ilha de Java, na Indonésia.
O Homem que Sabia Javanês é o meu conto preferido do Lima Barreto. É narrado de uma forma mais humorística, mas, ao mesmo tempo, é crítico em relação à sociedade brasileira. Expõe de forma irônica temas como a valorização excessiva de títulos, a burocracia e o "jeitinho brasileiro". Apesar de ser uma história curta, dá para tirar muitas reflexões e fazer algumas comparações com a sociedade atual, além de ser muito divertido de ler. Vale muito a pena a leitura.
Atualmente, assim como toda a obra de Lima Barreto, se encontra em Domínio Público, assim é possível acessá-lo gratuitamente através do site do governo http://www.dominiopublico.gov.br/.
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Ano de publicação: 1911
Gênero: Humor
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